Igreja da Comunhão

Politicagem mata! PDF Imprimir E-mail

dscf0039 Autor: Eduardo Gonçalves

 

Desde o final do mês de Março assistimos estarrecidos às enchentes e deslizamentos ocorridos no Rio de Janeiro, e suas conseqüências, com mais de 200 pessoas mortas e, com a possibilidade de vermos este número dobrar, dependendo do resultado das buscas no Morro do Bumba em Niterói.

O que aconteceu no Rio de Janeiro?

A chuva – o encontro de uma frente fria vinda do sul, com uma grande massa de ar quente estacionada sobre o Estado e uma extraordinária frente de umidade vinda do mar fez com que no início da tragédia chovesse em poucas horas mais do que o total previsto para todo o mês; como resultado o Rio de Janeiro literalmente parou com os alagamentos e os morros começaram a desabar, arrastando tudo que havia pela frente.

Para agravar ainda mais o quadro o índice anormal de chuvas se prolongou por vários dias.

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Morro do Bumba (antigo lixão)

As explicações - como sempre acontece nestes casos todas as explicações foram direcionadas para responsabilizar o excesso de chuvas como única causa para a tragédia; os fatores que se combinaram para gerar o excesso de chuvas podem ser atribuídos às mudanças que estão ocorrendo no clima. Com estas explicações ficaria perfeitamente caracterizado que não há responsáveis para o que ocorreu – esta conclusão é correta? Lamentavelmente a resposta é um sonoro não, e o que ocorreu no Morro do Bumba é o melhor exemplo para justificar esta resposta.

Naquele local funcionou um lixão, desativado em 1985; a partir disto a área começou a ser ocupada de forma totalmente irregular, sem que os órgãos de fiscalização tomassem qualquer tipo de providência – ou será que alguém tem dúvida que um lixão não é um local adequado para se construir e se morar? Especialmente quando este lixão está na encosta de um morro?

Em 2004 um estudo da UFF alertou as autoridades em Niterói para o risco existente naquela área, não só com relação à saúde dos moradores, mas também abordando o risco de deslizamentos, pela fragilidade do solo. Na época o atual prefeito de Niterói era o vice-prefeito. O que foi feito a partir deste relatório? Absolutamente nada.

Em nosso artigo “Água é vida” abordamos o problema da falta de coleta e tratamento de esgotos bem como suas conseqüências – o que não mencionamos é que uma das causas para a existência deste problema em proporção tão gigantesca é o estilo de se fazer política no Brasil, com interesse unicamente na próxima eleição – fazer esgoto não se enquadra neste estilo de política uma vez que o resultado fica debaixo da terra e não dá voto.

O problema ocorrido no Rio é outro efeito do estilo brasileiro de se fazer política uma vez que impedir construções em áreas de risco é o tipo de ação que usada demagogicamente pela oposição tira voto.

E assim somos obrigados a conviver com mortes por falta de esgoto (a solução para isto não dá voto) e mortes por enchentes e deslizamentos de encostas (a solução para isto tira voto).

 

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